Muitas pessoas adiam uma consulta psiquiátrica porque têm medo de serem julgadas.

Às vezes, a pessoa pensa que está reclamando demais, que deveria estar dando conta sozinha ou que o que sente não é sério o suficiente para procurar ajuda. Outras vezes, teme ouvir que tudo é falta de força de vontade, preguiça, exagero ou uma consequência inevitável da própria vida.

Isso não faz parte de uma consulta comigo.

A sua dor não precisa ser comparada

A primeira coisa que você não vai encontrar no meu consultório é a desvalorização da sua dor.

Não existe um nível mínimo de sofrimento para merecer cuidado. Você não precisa estar no limite, afastado do trabalho ou sem conseguir sair da cama para que aquilo que está vivendo seja importante.

Muitas pessoas chegam ainda trabalhando, estudando, cumprindo compromissos e, mesmo assim, carregando um cansaço, uma angústia ou uma falta de sentido que já não deveriam precisar suportar sozinhas.

Entender antes de concluir

Também não trabalho a partir de julgamentos.

Saúde mental não se resume a boas ou más escolhas. Há histórias, sintomas, experiências, relações, perdas, padrões de funcionamento, condições clínicas e muitos outros fatores que precisam ser entendidos com seriedade.

Meu papel não é dizer como você deveria ter lidado com algo. É compreender o que está acontecendo agora e pensar, junto com você, no melhor caminho de tratamento.

Isso não significa que a consulta será apenas confortável ou que eu direi sempre o que você quer ouvir. Um bom tratamento também exige conversas francas, mudanças possíveis e decisões cuidadosas.

Mas tudo começa em um espaço em que você possa falar sem precisar se defender do seu próprio sofrimento.