💊 Quando o antidepressivo não funciona, a culpa não é sua.
- Arthur Freire
- 4 de nov. de 2025
- 1 min de leitura

Você seguiu tudo direitinho.Tomou o remédio, esperou as semanas certas, tentou manter a rotina.Mas a melhora não veio — ou veio e sumiu rápido.E aí surge o pensamento mais cruel:“Será que o problema sou eu?”
Não.Não é você.
A resposta é que a depressão é um transtorno complexo, e a medicação, embora essencial, não é uma chave única que serve para todas as fechaduras.Cada pessoa tem uma combinação diferente de fatores biológicos, psicológicos e ambientais.E o antidepressivo atua em apenas parte dessa engrenagem.
👉 Estudos mostram que até 30% das pessoas não respondem bem ao primeiro tratamento.Outras 20% melhoram parcialmente, mas continuam com sintomas residuais — sono leve, falta de energia, vazio persistente.Isso não significa fracasso.Significa que o cérebro humano é sofisticado demais para uma resposta linear.
Às vezes, o que falta é ajuste da dose, mudança de classe medicamentosa, ou associação com outra medicação.Em outros casos, é o corpo pedindo algo além do remédio:terapia, descanso, reconstrução de vínculos, regulação do sono, ou até exames complementares para excluir causas clínicas.
🧠 Há ainda diferenças genéticas e metabólicas que influenciam como cada pessoa processa o fármaco — algo que a psiquiatria de precisão vem estudando cada vez mais.
Por isso, se o antidepressivo não funcionou, não desista e não se culpe.O tratamento é um processo, não um teste de resistência.
💛 Seu papel não é “melhorar sozinho”.É continuar buscando o que funciona pra você — com apoio, acompanhamento e paciência.




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