Um estudo recente feito por pesquisadores na Coreia do Sul trouxe uma descoberta promissora: fotografar o fundo dos olhos (a retina) pode ajudar a detectar o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e até indicar quais áreas da atenção estão mais comprometidas.

🔍 Como funciona

A retina, localizada no fundo do olho, é uma extensão direta do nosso cérebro. Ela compartilha a mesma origem e está ligada aos mesmos mensageiros químicos, como a dopamina — que tem papel-chave no TDAH.Usando inteligência artificial, cientistas analisaram centenas de fotos da retina de crianças e adolescentes, comparando crianças com TDAH e sem o transtorno. O computador identificou padrões sutis nos vasos sanguíneos, na espessura e no formato das estruturas oculares.

📊 O que foi descoberto

  • Alta precisão: o sistema acertou o diagnóstico em mais de 95% dos casos.
  • Alterações específicas: crianças com TDAH tinham vasos mais densos e grossos em algumas áreas, discos ópticos menores e diferenças no padrão vascular.
  • Atenção visual: o método foi especialmente bom para identificar dificuldades ligadas à atenção visual, mas menos eficiente para atenção auditiva.

💡 Por que isso é importante

Hoje, diagnosticar TDAH exige entrevistas, questionários e testes que dependem muito do relato de pais, professores e do próprio paciente. Um exame rápido, barato, indolor e objetivo como a fotografia da retina poderia facilitar a triagem e acelerar o início do tratamento.

⚠️ Mas atenção…

Ainda não é um exame que substitui a avaliação médica. O estudo foi feito com um grupo específico (crianças na Coreia do Sul, sem outras condições associadas) e precisa ser repetido em diferentes populações, idades e contextos antes de ser usado de forma ampla.

🌟 O futuro

Se novas pesquisas confirmarem esses resultados, talvez um dia parte do diagnóstico de TDAH possa ser feita durante uma simples consulta oftalmológica, com o apoio da inteligência artificial — trazendo mais rapidez, precisão e acesso ao cuidado.